20 julho, 2013

Mudança de ares... e ampliação de propósito

Muita poeira ao reabrir o blog! Haja esquecimento dele...mas sempre é hora de retomar as coisas.

Recebi uma sugestão legal de uma amiga de longa data, reencontrada na web, e ela mesma uma blogueira ativa: que tal postar comentários sobre as inúmeras viagens que meu trabalho me leva a fazer? e de quebra publicar algumas fotos desses lugares?

Primeiro, uma mudança no nome do blog, que é pra deixá-lo mais simples e facilitar o acesso.
Segundo, um compromisso com a frequência das visitas: duas ou três por mês. Quem sabe, dá...
Terceiro, não entrar em preciosismos. As postagens irão resgatando viagens feitas, sem muita ordem de datas, anotando as lembranças e anexando as fotos que eu for encontrando no arquivo.

O lance é deixar umas memórias anotadas, com imagens que permitam ao visitante ter uma chance de "entrar" na foto e se imaginar naquele lugar. Será legal compartilhar algumas coisas com quem não teve a chance de ir até os cantos do mundo por onde andei - e também com os que conhecem aquilo tudo, e que poderão enriquecer as postagens com seus comentários.

Vale relato de fatos pontuais e anedotas interessantes, "causos" acontecidos e receitas aprendidas, frases ouvidas e costumes diferentes, sem a preocupação de estilo ou forma... Um papo informal sobre tudo o que a gente vê e sente quando anda por esse mundão afora.

Espero que fique legal.
Até breve.



15 agosto, 2012

Pedro e seus comentários

Este nosso neto mais velho (8 anos e meio) tem cada uma... Lê muito e lê de tudo, tem uma lógica bem estruturada, e aprende com uma voracidade impressionante. Associa idéias, combina conceitos, descobre os duplos sentidos, aprende a rir de si mesmo...

Vínhamos de sua escola a caminho de casa, para o almoço, e fizemos uma parada para dar uma carona ao pai dele. O Alexandre entrou no carro e atirou um beijo para o filho no banco de trás, que estava lendo seu livro - como sempre.

Comentando sobre os eventos da manhã, eu disse ao Ale que acabava de participar de uma reunião com pessoas de uma empresa que tem 106 anos de idade.

Antes que ele pudesse responder/comentar, uma vozinha lá atrás entrou na conversa, sem levantar os olhos do seu livro, para dizer:

"Sim, mas com um corpinho de 105!!"               :o)

Eu amo esse menino.

28 abril, 2012

Chegou minha hora de utilizar um Mac. O Conselho renovou minha máquina, este mês, e recebi um MacBook Air - zero! Sonho de consumo de há muito, a belezinha logo se mostrou mais sofisticada que o que eu conheço - tudo é bonito, leve, rápido. Mas há um preço a pagar: novos comandos devem ser aprendidos, o teclado exige digitação extra para os acentos, o touchpad é muito mais sensível...
Pra quem quer sair do Office, há um desafio adicional: a importação de arquivos. É claro que existe o Office for Mac, mas ao optar por isso você abre mão do ambiente do Mac e passa a emular o ambiente antigo!
Então estou enfrentado uma revisão total de meu Address Book, por exemplo, porque não consegui importá-lo do Outlook - os dados teimam em chegar numa confusão total!
Tenho algumas semanas de trabalho extra pela frente, é claro, mas acredito que vai valer a pena: fico livre da enxurrada de vírus, deixo de carregar peso extra (meus ombros vão agradecer pela redução da bursite!), ganho tempo de bateria, terei maior alcance no trato com imagens (galerias de fotos, apresentações, ilustração de artigos e de blogs, etc.) e poderei brincar com música com mais facilidade!
Quem tiver dicas úteis ou interessantes para enriquecer essa experiência, favor contribuir!

02 novembro, 2011

Lara, a nova fofa do pedaço.

A menina veio no dia 17 de Outubro, com jeito de quem tem algo a dizer.Agora, duas semanas depois, ostentando uma barriguinha de quem mama valendo e dobrinhas nas pernas que acomodam o ganho de peso, seus olhinhos curiosos fixam tudo com serenidade e determinação. Pois é. Ela está absorvendo o mundo, enquanto boceja ou reclama que é hora - de novo! - de mamar.
O Theo, mano véio, administra a ciumeira como pode. Abraça a baixinha, dá beijinho na cabeça, reclama que ela "não sabe falar"... e briga com mamãe e papai porque estão dando muita atenção a ela. Isso passa...
A casa gira em torno da recém-chegada - e parece que ela sabe disso. Coisa mais linda, ela enrola seus dedinhos compridos no dedo do vovô, e amarra o coração dele pra sempre!
Nossa quinta neta já tem lugar próprio na família. Agora é acompanhá-le pra ver no que vai dar!





03 outubro, 2011

Chegou Francisco!

Registro necessário: chegou ao mundão-Terra o jovem Francisco, xará de boa cepa e firme na mamada, antecipando grandes realizações.
Tranquilo como o pai e bonito como a mãe, só levanta a voz quando algo incomoda e observa - com olhinhos que ainda estão se acostumando ao que vêem - os arredores, atentamente.
No banho, é o peixe, à vontade, curtindo a água morna e a pele livre. Leva jeito de que vai gostar do mar - para alegria da Miss Mamãe e do Papai Gatão.
Os olhos? Curiosos, é verdade... mas a cor ainda não se definiu. Detalhe menor para alguém que precisa aprender o mundo.
Você está em boas mãos, Francisco. Escolheu bem teus pais, e estou certo de que será um garoto feliz!
Daqui do alto da serra posso antever você correndo pela praia, com tua sunguinha e um boné, para buscar mais água com teu baldinho - e jogar tudo no castelinho de areia que teu pai está tentando fazer contigo!

30 março, 2011

Um aniversário e uma morte

29 de Março, 2011 - Comemoramos os 318 anos de Curitiba, nossa casa há mais de quarenta anos. Tudo discreto, bem do jeito da cidade. Um lindo número "318", grande, colorido, em diversos pontos de ônibus, e as cerimônias de praxe nos ambientes oficiais...

O Alexandre nos levou - ao Alcebíades e a mim - ao aeroporto para nossa ida a São Paulo. Tudo normal, sem incidentes. Chegamos ao hotel, em frente a Congonhas e começamos a trabalhar. E, no começo da tarde, a notícia: José Alencar, nosso ex-VP, havia falecido! Seus 14 anos de luta contra o câncer, as 17 cirurgias, os tratamentos alternativos, tudo havia chegado ao fim. Finalmente.

A festa de aniversário de Curitiba ficou marcada pela tristeza dessa partida. Alencar deixou uma imagem de otimismo, de garra, de destemor diante das dificuldades - e foi um dos políticos que conseguiu atravessar os oito anos de Lula praticamente incólume, livre da nódoa de corrupção e desmandos que manchou grande parte dos líderes desse governo.

Sua candidez ao criticar os altos juros praticados no Brasil era a voz dos que engolem sua indignação diante dos abusos do sistema financeiro nacional - e seu jeito simples de dizer as coisas chegava diretamente ao coração dos brasileiros.

Agora pela manhã, da janela do meu apartamento no hotel, de frente para Congonhas, pude ver os cinco helicópteros parados no céu, acima da pista, enquanto o caixão dele era colocado no cargueiro da FAB que o levaria a Brasília, enquanto a TV transmitia as imagens desse traslado. E agora vejo seu corpo, envolto na bandeira nacional, chegando ao Palácio do Planalto, a bordo de um caminhão de bombeiros...

O aniversário de Curitiba já se foi, marcando o calendário, mais uma vez, em direção ao futuro. Cidades vivem para muito além de nossa curta existência... José Alencar, sob a salva de 21 tiros e os aplausos do povo, sobe a rampa do palácio para receber as últimas homenagens de seus concidadãos, antes de poder descansar em paz e entrar para a História. Seus quase 80 anos de vida se encerram com dignidade - e sem qualquer sinal da desonra que ele fazia questão de evitar.

Esperemos que muitos brasileiros busquem nele um modelo de vida - principalmente os que lideram nosso país.

06 fevereiro, 2011

Reflexões em San José de Costa Rica

Cá estou, sentado no hotel, numa semana em que tudo ocorreu depressa: fui tratar de assuntos no Rio e de repente estava voando para a América Central. O assunto é uma reunião com um grupo empresarial que pretende fazer negócios no Brasil, e alguns membros da equipe me esperavam na chegada. Hotel legal, pessoal legal.

Nos dois primeiros dias nos conhecemos, conversamos sobre tudo, aguardando a chegada do resto do pessoal - inclusive a chefia. Tudo convergindo para o sábado... e veio a nevasca no Norte dos EUA e da Europa, e muitos vôos foram cancelados e eles não conseguiram embarcar. Transfere tudo para domingo à tarde ou segunda. Paciência...

Pude descansar, apesar das 4 horas de defasagem, e atualizar muita coisa pendente no correio. Preparei documentos e falei com o pessoal no Brasil. O tal do VoIP é uma beleza!

Dei umas voltas para conhecer os arredores: a cidade é baixa, quase não há edifícios altos, e há muito verde. O jeitão é provinciano, tipo cidade do interior, mesmo, meio à vontade, devagar. Estamos cercados por montanhas, num planalto a 1200 metros acima do nível do mar, e há um vulcão logo ali, entre os picos do Sul. Dizem que ao subir no vulcão a gente vê os dois oceanos, lá de cima!

Estou animado com o andar da carruagem - pra falar dos negócios que me trouxeram aqui. Os sinais são positivos, os detalhes têm se encaixado, a intuição está serena. Os pequenos desajustes fazem sentido, não é nada esquisito... Parece que estamos no bom caminho. Assim que conhecer o resto da equipe, inclusive o comandante, espero "fechar" a avaliação do grupo e botar mãos à obra.

Se Deus continuar iluminando o caminho, volto para o Brasil com uma solução para nossos problemas!

02 dezembro, 2010

O ano da frustração brigando com a esperança

Dezembro chegou - de novo, e muito antes do esperado! Um ano de muito trabalho - muito mesmo - onde os objetivos firmes foram perseguidos com muita garra, horários foram estendidos, o cansaço se acumulou demais. Os negócios ajustados, acordados e contratados meses atrás ainda não foram concluídos. Falta o pagamento.

E foi preciso lidar com a frustração - a cada semana a promessa de resultados se diluiu em procrastinações... Mais uma semana de esperança, e outra negativa.... Mas na próxima tudo vai acontecer! E a velha chama do otimismo sempre achou forças para atravessar o final de semana.

A burrocracia esticou prazos, dando a impressão de que cada documento foi preenchido à base de uma palavra por dia, que nosso documento era devolvido à base da pilha sempre que chegava sua vez de ser assinado... E nos insondáveis corredores institucionais, onde perícias são refeitas para conferir as conferências e onde ninguém decide nada se não estiver calçado em documentos e pareceres que o eximam de qualquer responsabilidade, nossos créditos ficaram à espera da luz do dia em que - finalmente - chegarão até nós.

Confesso o meu cansaço e desapontamento. Sei que o que já foi feito - e com quem foi feito - traduz uma bênção divina, que o que realizamos até agora é a maior empreitada de nossas vidas e que em breve poderemos descansar e planejar a porção final de nossas vidas com tranquilidade. Mas a falta absoluta de controle desse processo, a necessária humildade para reconhecer meu pequeno tamanho diante desse favorecimento do Universo e a necessidade de engolir - todas as semanas, uma a uma - a frustração do "não-resultado", sem a real medida dos progressos havidos, enquanto continuava a luta paralela para criar novas chances de faturamento, tentando administrar os credores à porta... é um processo de esmeril do espírito, um recorte - fibra por fibra - da fortaleza interior, um dreno na energia que a auto-superação sempre injetou no coração valente!

É hora de chegar na praia, após a longa travessia. É hora de poder relaxar e descansar a alma. É hora dos burrocratas concluírem sua dança circular e - sem medo - depositarem o que é nosso por direito. É hora do Pai pôr Sua mão sobre nossa cabeça e nos conceder Sua bênção.

Abençoa-nos, Pai.

19 novembro, 2010

NOVA ORLEANS - NAR 2010 - UM SHOW PARA NEGÓCIOS!


Cinco anos atrás, o furacão Katrina devastou essa cidade carregada de história e folclore, berço de uma culinária rica (o tempero “creole”) e do melhor jazz tradicional americanos (inclusive o famoso “dixieland”, celebrizado por Louis Armstrong). Foi um desastre de grande proporção, que até hoje deixa cicatrizes... mas que foi superado pelo espírito de luta da população de pela solidariedade de milhares de pessoas que ajudaram a reconstruir esse patrimônio nacional.

A NAR (National Association of Realtors) decidiu realizar seu congresso anual em Nova Orleans, de 5 a 8 de Novembro, como forma de contribuir para a volta do turismo à região: os 22.000 inscritos no evento trouxeram um aporte de 30 milhões de dólares à cidade, que pôde mostrar-se renovada, moderna e ativa, e os visitantes certamente levarão essa mensagem a parentes e amigos.

A comitiva brasileira, liderada pelo Presidente João Teodoro, levou dirigentes do COFECI, de vários CRECIs e do REDIMOB, além de um estande espaçoso e bonito (veja a foto anexa), que embelezou a Ala Internacional do pavilhão de exposições. Por seu lado, o SECOVI SP também compareceu, aumentando a presença do Brasil nos contatos internacionais.

Um dos destaques desse encontro nacional da NAR é referendar a posse do novo Presidente anual da entidade. Neste ano, Ronald Phipps foi empossado, e um dos seus primeiros atos foi assinar o convênio NAR-CIME – o consórcio imobiliário do Mercosul, do qual o COFECI faz parte, e que foi representado pelo Presidente João Teodoro.

Além das homenagens aos profissionais que se destacaram durante o ano, o evento ofereceu palestras e debates com especialistas de várias áreas, rodadas de negócios e uma grande feira, com utilidades e novidades para apoio profissional aos corretores presentes – desde agendas, brindes e semi-jóias até serviços de avaliação, inspeção e financiamento.

Participei de alguns coquetéis e jantares de confraternização – alguns de gala – onde os dirigentes das entidades (tanto os da NAR como os dos países convidados) circulam à vontade e podem ser contatados informalmente. Sem a rigidez das agendas prévias e das limitações de horário, esses diálogos correm soltos e amigáveis, e permitem entabular compromissos para o futuro de forma bastante simples.

A troca intensa de cartões de visita e as inúmeras fotografias são um legado a ser trabalhado na volta, para aproveitar os novos relacionamentos – e consolidar os antigos. Enviar um e-mail a cada pessoa contatada estabelece os vínculos do “network” e reafirma os interesses abordados pessoalmente.

Fiz duas palestras, durante o evento, no pequeno auditório da Ala Internacional, apresentando dados do mercado imobiliário no Brasil e o portal REDIMOB, nossa Rede Social Temática. Algumas pessoas pediram cópia dos slides e elogiaram nossa presença expressiva – a ampla comitiva, o bonito stand, as boas palestras, a busca intensa de contatos.

Acredito que o Brasil fez bonito, colega. Mais uma vez, ficou provado que fazemos parte de uma comunidade mundial e que somos respeitados e prestigiados nela.

Sugiro a V., colega corretor ou pessoa interessada no mercado imobiliário, que se inscreva no REDIMOB – gratuitamente – para formar a sua rede de relacionamentos na profissão e ter acesso a informações, a classificados e às oportunidades que naturalmente surgirão disso. E, quem sabe, V. também se registra como Membro Internacional da NAR e começa a usufruir as vantagens adicionais que essa comunidade internacional tem a lhe oferecer? É só acessar o REDIMOB (www.redimob.com.br) e entrar na página da NAR!



30 maio, 2010

Evento em Brasília

Foi o II ENBRACI - Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis, onde participei atendendo os visitantes internacionais e alguns aspectos de tecnologia. Aconteceu em 27 e 28 de Maio, e tudo correu bem. Beleza, mesmo!!
O Conselho Federal de Corretores de Imóveis, promotor do evento (e meu local de trabalho), assinou um convênio longamente negociado com a NAR, associação que congrega os 1.200.000 corretores americanos.
Nossos visitantes gostaram muito de Brasília, elogiaram o calor humano e a hospitalidade, encantaram-se com a gastronomia ("a carne brasileira tem um sabor e uma textura únicos!") e foram embora convencidos de que o Brasil é O PAÍS a ser conhecido, daqui pra frente, e é o lugar para se fazer investimentos.
Deixaram várias idéias de projetos a desenvolver. A primeira delas é convidar os corretores brasileiros a tornarem-se membros da NAR - as inscrições deverão começar em Junho...
Também veio o nosso amigo Petagna, de Roma, que aproveitou o convite para participar de um painel sobre a gestão do patrimônio imobiliário federal (ele fez uma breve palestra sobre sua experiência nessa área, na Europa) para reunir-se com a equipe encarregada dessa área no Brasil. Pode ser que surja uma colaboração entre ambos.
Veremos. Por enquanto, retomo o trabalho com a firme intenção de dar corpo aos tópicos do acordo assinado com os americanos. É serviço pra mais de metro!

14 fevereiro, 2010

Um ano especial

Neste início de Fevereiro aconteceu o fechamento de um ciclo. Um grande amigo meu - um homem inteligente, executivo brilhante, consultor de padrão internacional - soube que alguns projetos importantes, desenvolvidos por ele em 2007 e 2008, foram concluídos e assinados neste início de ano, após um 2009 terrível, ano em que nada de positivo aconteceu no âmbito de seus negócios.

OK, o que há de tão terrível nisso? Muita gente também passou por coisas parecidas... Pois é. Mas o final de 2008 também viu sua vida familiar desmoronar sob o peso da separação conjugal, como resultado de anos fustigados por seu trabalho obsessivo, pelo abuso do álcool, por atitudes prepotentes - e a falta de trabalho na segunda metade de 2008 consumira as suas últimas reservas finaceiras.

O Natal de 2008 foi triste, com uma modesta ceia comprada com dinheiro emprestado. E dali por diante, cada semana tornou-se um suplício, com os credores batendo à porta, a falta de perspectivas, a falta de comida, a saúde abalada.

Em Fevereiro de 2009 uma profunda depressão quase o levou à morte. No dia seguinte, choro e arrependimento em meio a emoções confusas... a menos-valia, a vergonha do fracasso, a falta de fé, a saudade da muher e da filha, o medo da solidão.

Desde aquele Natal infeliz, venho prestando-lhe apoio como posso - e nesse "F evereiro Negro" chorei junto com ele, ao saber do ocorrido, por telefone (ele vive a uns 800 km daqui). Prestei minha solidariedade, reafirmando o compromisso da amizade, do acompanhamento, da esperança.

De lá pra cá, pudemos encontrar-nos um par de vezes, pessoalmente. Mas mantivemos correspondência regular por Skype, por e-mail. Telefonemas de suporte, para troca de informações... e para minhas considerações de amigo sobre os valores a revisar, sobre a análise interior, a aceitação da lei de causa e conseqüência, a reformulação de crenças. Ouvi horas de confidências, de elaborações sobre os fatos da vida, de resoluções intempestivas, de buscas pela fé...

Tive o privilégio, ao longo deste ano, de compartilhar a luta de uma pessoa - que admiro muito - por sua sanidade física, mental e espiritual. Um doloroso, excruciante e torturado processo de auto-conhecimento, de questionamento da vida, de retorno forçado à simplicidade, de enxugamento corporal. Os altos e baixos desse processo deixaram marcas na carne e na alma.

E neste Fevereiro, ao fechar o ciclo de doze meses desde aquele domingo de triste memória, chegam as boas novas, manifestando a luz no fim do túnel, a redenção financeira à vista, a possível retomada de uma vida "normal".

Sei, contudo, que essa "normalidade" nunca mais será como foi. Para ele, o despojamento a que a vida o obrigou por tanto tempo, a esperança alimentada e frustrada tantas vezes, a superação de suas limitações (que lhe deu uma nova medida do seu potencial) e imensa empatia pelos sentimentos alheios, bordada e chuleada na nova relação com suas duas amadas (esposa e filha) serão parâmetros muito claros de uma nova fase da vida.

Para mim, a manifestação diária de lealdade, de compaixão, de apoio franco e incondicional a este amigo tão especial foi um exercício intenso e gratificante. Dizem que "para ter um amigo, seja um"... e acredito nisso. Agradeço ao Universo pela oportunidade que me foi dada, e olho para o futuro com a certeza dessa amizade, consolidada num contexto de resgate pessoal e de elevação moral.

11 junho, 2009

Então tá!

Minha filha Úli deu um toque: tá paradão, paradão... O blog mais abandonado ao sul do Equador! Verdade...
O cidadão aqui anda numa roda-viva absolutamente frenética. Estou mergulhado em uma coleção de projetos, trabalhando em multi-processamento, e não há horario, feriado ou fim de semana para sossegar. Felizmente, a fase tem duração limitada - e já a partir de Julho acho que vou voltar a um ritmo mais "normal".
O mundo está em crise - e a boateira circulante traz seus reflexos ao Brasil, mesmo que tenhamos pouco a ver com ela. Por acaso, escolhi essa época para resolver que estou com 61 anos de vida e que preciso solucionar meus problemas financeiros de uma vez por todas!! Crise é sinonimo de oportunidade, certo?
Abracei um ritmo feroz, trabalhando com foco total, usando o aprendizado de quase 40 anos no batente e aproveitando o network cultivado durante esse tempo... Acho que os resultados vão começar a surgir muito em breve.
Ajudar amigos com problemas, aproveitando para investir em negócios promissores; "tourear" a falta de grana no fim do mês enquanto faço alguns exercícios espontâneos da Lei da Atração, "vivendo" a bonança futura como se fosse presente; manter a calma, a atitude e o silêncio sobre o que está rolando, para não despertar expectativas - e possíveis frustrações - nos que mais amo, ou inveja - nos que estão à beira do caminho criticando tudo e todos, torcendo pelo fracasso geral para justificar sua falta de iniciativa...
Tempos intensos, estes. Graças a Deus, tenho a força para levar tudo adiante e responder aos desafios. Não dá pra afrouxar!
Mais adiante, com alguma brecha para isso, ponho as fotos da viagem que faltam - e conto mais como foi.
"Tudo é difícil... mas nada é impossível!"

19 abril, 2009

Caderno de viagem - Zurich / Suíça

Finalmente, após alguns atrasos de programa, embarcamos para a Suíça, em 7 de Abril. Viagem longa pela Swiss, porém com o avião meio vazio, arranjei três poltronas para deitar-me, após o jantar, e dormi maravilhosamente!

Na chegada, com o Carlos Javera e o Carlos Magno, superamos rapidamente uma dúvida do oficial de imigração e trocamos euros por francos suíços no aeroporto (câmbio melhor que na cidade). Compramos um bilhete de trem e fomos para Hardbröker, a segunda estação, onde saltamos e saímos arrastando as malas, sem saber onde era a rua do Hotel Senator. Pergunta aqui e ali, o Carlos Javera ouviu alguém falando Português! Era um senhor de Portugal e seu filho, donos de uma casa de shows noturnos, que nos indicaram o caminho...

















Dá pra ver o Carlos Javera andando com sua mala, lá na frente, para passar em baixo do viaduto...

O hotel muito bom, o atendimento cordial - a Mara, o Ivan, o Florian, a Monica, a Irina nos atenderam muito bem! - a gente se instalou e rapidamente o Carlos e eu saímos para um reconhecimento do terreno nas imdiações do hotel. O Carlos Magno se aboletou no notebook, com seus cigarros, e ficou no hotel...
















Achamos os lugares para abastecimento tipo mercearia/ supermercado, achamos onde comer a bom preço, estudamos o mapa da cidade e compramos bilhetes de bonde válidos por 24 horas (CHF 7,80 cada um). Fomos ao centro conhecer as vias principais, caminhamos até o lago e nos familiarizamos com os endereços que teríamos que visitar.

Dois dias depois, na Sexta-Feira da Paixão, o Bide chegou. Fomos buscá-lo na saida da estação, e saímos juntos para uma volta de reconhecimento dele... O feriado prolongado se avizinhou como uma chance para descanso - na Suíça eles observam o feriado da "Pascuela", no dia seguinte à Páscoa, o que nos deu 4 dias de folga.

No sábado fizemos um passeio de barco pelo lago de Zurich - barco lotado, dia de sol, vento suave e agradável, as vistas muito bonitas! - e no domingo de Páscoa fizemos uma excursão - o Bide (convidando), o Carlos Javera e eu - de ônibus até o Monte Titlis, no vale do Engelberg, um pouco além da cidade de Lucerna, a uns 100 km de Zurich. Uma beleza!!

Uma nova postagem vai trazer fotos desses passeios... e a sequencia da viagem!

24 março, 2009

Viagem à China!

De repente, numa quarta-feira, há dez dias, o João Teodoro me liga de Brasília para convidar-me a uma viagem... para a CHINA! No início, achei que ele queria se livrar de mim, mas depois vi que era uma viagem de negócios - e precisava que eu o substituísse. O lance é ir com o Bide, mano dele, e mais um amigo, para resolver negócios pendentes lá fora.
Porque a gente não vai apenas à China: vamos a Frankfurt, a Zurique e a Roma, também! Business is business - então vamos lá! Estaremos decolando na quinta-feira, dia 26, à noite, para Frankfurt...
Tenho muitas esperanças para essa viagem. Além de conhecer o país, pretendo verificar como são os protocolos de negociação, por lá, e tentar fechar os projetos que estamos levando, porque tem uma comissão envolvida - e isso me permitiria liquidar as dívidas remanescentes, e dar uma ajeitada na vida...



02 fevereiro, 2009

Virada de ano tumultuada

É coisa de doido, sô! Já é Fevereiro... Em Novembro entrei numa de atender um negócio novo - algo a ver com papéis financeiros - por influência do Bide, irmão do João Teodoro, as coisas rolaram ligeiro em Dezembro (houve até o lance de minha ida a Londres, na segunda semana, uma viagem bonita e instrutiva) e fiquei em função desses negócios até o dia 24 - para ter de parar tudo até Janeiro. O povo já tinha ido embora...
Aí foi o fim de ano na praia, com a família e os dois netos - graças a Deus não choveu e vimos os belos fogos! - e voltei ao corre-corre.
Na segunda semana fui a Sampa para voltar no dia seguinte - e fiquei a semana toda, lavando minha roupa e comprando um par de camisas. Conheci muita gente estranha - esses "papeleros" são meio esquisitos. Se gabam do que não têm, não cumprem o que prometem, não dão as informações necessárias, e se acham acima do bem e do mal. Falam em milhões como se fosse troco, vivem de um sonho que parece loteria e estão sempre com medo de serem "passados pra trás"... Que ansiedade, meu Deus!
Enfim, o Bide conhece esse pessoal e sabe quem é joio e quem é trigo... E confesso que fiquei tentado a fazer UM negócio, que seja, com gente séria e tomando as precauções adequadas, para poder ganhar uma comissão daquelas!
Penso que essa seria uma mudança drástica em nossa vida. Liquidar todas as dívidas, estabelecer um fundo que produza os recursos para cobrir o orçamento familiar, poder decidir nossa moradia sem a restrições atuais, atualizar nossos carros, viajar um tanto... Um cenário atraente para esta fase da vida. Gostaria de compartilhar tudo isso com a Ana - e com os filhotes.
O Pedro e o Theo são o tempero da vida, nessa fotografia. São a realidade presente, pulsante, maravilhosa! Eu gostaria de ser para eles o avô que o Opapa Pito foi pra mim... Há trabalho pela frente!!

11 novembro, 2008

Theo já anda no pedaço!

Pois é. Ele demorou a chegar, fez toda uma cena, mas no dia 14 de Setembro saiu do camarim e veio ao palco mostrar o que sabe. E taí, enrolado nas suas mantas, bonézão na cuca, olhinhos curiosos examinando o mundo - entre uma mamada e outra. De resto, dorme bastante, como é esperado, e ri bonitinho quando reconhece uma pessoa. Pelo menos, é a impressão que dá...
A mamãe Úli já pegou o jeitão de lidar com o Theo - agora, por exemplo, aprendeu a carregá-lo numa manta enrolada ao redor do corpo, no melhor estilo sioux-kranhã-karore - e não há problemas para levar o jovem para passeios fora das muralhas do castelo.
Esse pico-pico já está no pedaço. Consquistando corações com seu sorrisozinho tímido, que vai se abrindo à medida que os olhinhos se apertam, e as mãozinhas abanando em busca de algo que só ele vê!
Meu coração bate diferente quando ele está no colo, e só de pensar em tudo o que a gente ainda vai compartilhar fico emocionado. "Avô babão" não é um rótulo suficientemente rico para descrever o estado em que a gente se põe quando lida com um tatuchinho desses... Boto fé na Vida e deixo rolar. Assim como foi com o Pedro, a evolução do Theo vai enriquecer esta família!!

03 outubro, 2008

Pedro e o visitante

Nesta semana tivemos a visita do Charles Eldering, da Filadélfia, EUA, que veio a Curitiba discutir investimentos e negócios.
Na segunda-feira, ele nos convidou para jantar, e o Pedro foi junto... Como o Charles fala um pouco de Português, perguntou ao Pedro - na presença do papai Ale, da vovó Ana e do vovô Chico - "Quem é que trata você melhor: os seus papais ou seus avós?"
Ele baixou os olhinhos, num silêncio de dois segundos, e respondeu: "Nessa você me pegou...", com um sorriso.